17/03/2014

Portefólio Europeu de Línguas


O Portefólio Europeu de Línguas (PEL) foi concebido pelo Conselho da Europa como instrumento de aplicação dos princípios do QECR.

Trata-se de um documento pessoal de auto-avaliação, que permite ao aprendente fazer a auto-regulação das suas aprendizagens e registar todas as aquisições linguísticas e experiências interculturais relevantes.

Este instrumento…

  1. Fomenta e apoia a aprendizagem de várias línguas, dentro e fora do sistema escolar;
  2. Desenvolve competências comunicativas e interculturais;
  3. Reflete as experiências de aprendizagem e as vivências interculturais adquiridas ao longo da vida pelo aprendente;
  4. Tem uma função informativa e uma função pedagógica, ao longo da aprendizagem;
  5. É propriedade do aprendente, mas pode ajudar o empregador a avaliar as competências linguísticas do trabalhador;
  6. Facilita a mobilidade;
  7. Promove a cidadania europeia;
  8. Valoriza a diversidade linguística.

O PEL é composto por três partes:

1ª. Passaporte de línguas
O Passaporte de Línguas é um registo das competências linguísticas, qualificações e experiências interculturais do seu portador.

As competências são definidas segundo os níveis de proficiência do QECR para as línguas: aprender, ensinar, avaliar.

A escala faz parte integrante do Passaporte de Línguas (Grelha para Auto-avaliação).
  • Os conteúdos do Passaporte são os seguintes:
  • perfil das competências nas várias línguas
  • resumo das experiências linguísticas e interculturais
  • registo de certificados e diplomas
2ª. Biografia de línguas
Esta parte…
  • documenta a história pessoal da aprendizagem linguística;
  • ajuda a definir metas de aprendizagem e
  • contém descritores que ajudam o aprendente a avaliar o seu desempenho linguístico e o seu progresso nas aprendizagens.
3ª. Dossier
O dossier contém vários tipos de trabalhos executados durante o processo de aprendizagem e certificados obtidos.



Portugal tem três modelos de PEL, todos acreditados pelo Conselho da Europa.



Trata-se de um modelo de Portefólio Europeu de Línguas concebido para o 1.º Ciclo do Ensino Básico, acreditado após uma fase de experimentação numa rede de escolas em todo o país.
Foi apresentado no Congresso anual da APPI, em 4.05.2007 e experimentado numa rede de escolas de contextos sociais e geográficos diversificados (rede de experimentação) em que se verificou a existência de classes multiculturais, com boas práticas na introdução do Inglês como actividade de enriquecimento curricular. Após essa fase de experiência e adaptação, o portefóliofoiapresentado ao Conselho da Europa onde foi validado.

Consulte o documento de avaliação do processo de implementação: Questionário de Acompanhamento, DGIDC, 2007.


org. Gaspar ALBERTO, Lisboa: MEC, 2004.
(49 p. + folheto de divulgação).
 Modelo acreditado nº 20/2001,
atribuído ao ME português pelo Conselho da Europa.

Versão experimental: Portfolio europeu de línguas [Texto policopiado]: educação básica (2º e 3º ciclos): documento de trabalho, org. Alberto Gaspar et al., s.l., s.n., 2000. (35 folhas).


 org. Glória Fischer, Lisboa: MEC, 2004.
 (43 p. + Passaporte de línguas)
Modelo acreditado Nº 21/2001, 
atribuído ao MEC português pelo Conselho da Europa.


Complementarmente, no que concerne os modelos [ver quais], e com o objectivo de facilitar o processo de auto-avaliação de alunos falantes de outras línguas, foram concebidos: a grelha de auto-avaliação e os descritores do Portfolio Europeu de Línguas (10-15 anos) em: português, ucraniano, mandarim, crioulo de Cabo Verde.

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